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Torre do Cairo e Pirâmides de Gizé

Chegamos no Egito às 16 horas, do dia 22 de fevereiro. Como de costume o processo de imigração e bagagem foi bem demorado, por isso acabamos saindo do aeroporto por volta das 7 da noite. 

Ainda no Terminal 2 contratamos o nosso guia (que falava português) com uma agência de turismo local e compramos o chip para internet. Optamos por um pacote de dados de 8GBcom a operadora Orange (conhecida francesa), e custou  cerca de 30 reais. 


Nossa ida para o hotel foi tranquila, já tínhamos lido que o trânsito no Cairo era complicado, mas demos a sorte de não enfrentá-lo no primeiro dia. Nosso hotel ficou localizado bem no coração da cidade, juntinho da Praça Tahrir (onde aconteceu Primavera Árabe*) e do Museu do Cairo. Não se assustem com a demora para chegar no centro, o percurso do aeroporto até o hotel foram de exatos 21kms. Ao chegar no hotel nos impressionamos com o forte esquema de segurança. Ainda na entrada dois seguranças altamente armados se aproximaram do carro, pediram a documentação do motorista, perguntaram nossa nacionalidade, o número da reserva e depois vieram com dois cães de guarda revistar a mala. Antes de entrar no lobby mais um esquema de segurança montado, dessa vez com detector de mental. Nosso guia depois comentou que esse procedimento era comum e estava relacionado com a quantidade de estrelas do hotel, obviamente os de 5 estrelas se preocupavam mais com isso. Acho uma questão importante de trazer aqui é que no Cairo a escolha da hospedagem não foi somente ligada ao conforto e localização. Portanto, fica a dica que vale gastar um pouco a mais para se sentir mais seguro.




Praça Tahrir 



*Para refrescar nossa memória: a Primavera Árabe aconteceu em 2011 quando uma onda de protestos contra os governos começou a se espalhar em países como Egito, Tunísia e Síria. No Cairo, o palco dessa revolta foi a  Praça Tahrir, onde milhares de egípcios se reuniram para reivindicar seus  direitos. 



Praça Tahrir na Primavera Árabe



Naquele mesma noite visitamos a Torre do Cairo, o edifício mais alto da cidade (com mais de 180 metros) e um dos pontos turísticos mais famosos.  Como chegamos tarde não enfrentamos fila nenhuma, mas li vários relatos de turistas que passaram horas e horas de espera, acho que tudo depende do horário da visita. O único elevador da torre é bem pequeno, não suporta mais que 7 pessoas, então imaginem como deve ser a fila na hora do sunset?! Fiquei bem feliz como nossa escolha de ir a noite. Lá em cima eles contam com um restaurante 360 graus bem fofinho. Super indico! 
Preço para subir na torre: 60 EGP (mesmo que você for jantar no restaurante)
1 real = 5.35 Egyptian pound 
Ou seja, mais ou menos R$11
Horário de funcionamento: 8 às 00:00 
A cozinha do restaurante fecha às 23:00

*Curiosidade: A Torre do Cairo tem formato da flor de lótus, símbolo do Egito.

                                      
                       


                       

 Melhor falafel da viagem






Na manhã seguinte quem foi que pensou no jet lag? Às 8 da manhã, horário marcado com o guia, estávamos para lá de prontos de tanta ansiedade, hahaha. Nossa primeira parada do dia? As pirâmides de Gizé, clarooo. Mas vamos lá refrescar nossa memória das aulas de história? A necrópole de Gizé é um sítio arqueológico que inclui principalmente as três majestosas pirâmides construídas para os reis Quéops (ou Kufu), Quéfren e Miquerinos - pai, filho e neto. 

Esse complexo está localizado no planalto di Gizé, aos arredores do Cairo. Antigamente, as pirâmides ficavam mais isoladas, mas com o crescimento acelerado da população a cidade foi invadindo o deserto, e o que vemos hoje é a mistura da antiguidade com o novo. 

             



Assim que saímos da bilheteria demos de cara com a Pirâmide de Quéops, também conhecida como a Grande Pirâmide, é a maior delas (160m de altura), além de ser o monumento mais pesado que já foi construído pelo homem. Aproximadamente possui 2,3 milhões de blocos de rocha, cada um pesa em torno de 2,5 toneladas. Apenaxxxx...
No meu instagram coloquei vários vídeos dela de pertinho



Pirâmide de Quéops





Reparem no tamanho dos blocos de pedra



Visitamos a Quéops e depois entramos no carro para chegar no ponto mais alto, onde você consegue ter uma visão panorâmica das 3 pirâmides. O trajeto de uma pirâmide para outra é longo, então caso você esteja aventurando "sozinho" aconselho ir de camelo. Fizemos nosso passeio de camelo saindo do "observatório" e escolhemos o trajeto intermediário, tinha de 10, 15 (200 libras egípcias) ou 20 minutos. 









Apesar de SUPER divertido, montar no camelo é tarefa mais difícil do que a gente imagina. Eles geralmente levantam as patas de trás primeiro, consequentemente seu corpo vai todo para frente, ou seja, lembrem-se de jogar o peso para trás quando eles tiverem levantando.  


Outra dica valiosa: NÃO esqueça por hipótese nenhuma de negociar o valor antes de aceitar a corrida. E tenha certeza que você negociou o valor da subida e da descida do camelo. Mas como assim, Duda?! É que eles têm mania de cobrar um valor para subir e na hora de descer cobrar mais alegando que você não tinha negociado o valor da descida, só da subida kkkkkk... é mole? 

Uma das coisas boas de ter um guia por perto é que ele nos conta todas essas pegadinhas e sempre negocia um preço justo para você. 



          


       













A esfinge, que também faz parte do complexo de Gizé foi nossa próxima parada.  Até a chegada lá inúmeros vendedores ambulantes vendendo souvenir, mas só pare para perguntar o preço se realmente se interessar em comprar, os egípcios são conhecidos por barganharem e ficam ofendidos quando você barganha e não leva nada. 

Quando finalmente chegamos pertinho da esfinge me bateu uma mistura de felicidade e emoção. Parece bobagem mas a única coisa que pensei foi "dá para acreditar que elas realmente existem?" hahahah. No entanto, o que realmente as esfinges representavam? Bem, imaginem que as pirâmides eram grandes túmulos certo?! Os egípcios acreditavam que os faraós viveriam para sempre e, por isso, seus corpos eram preservados em um processo denominado mumificação. e guardados dentro da pirâmide. Além do seu próprio corpo, os faraós guardavam toneladas de ouro e inúmeros objetos considerados valiosos. Portanto, claro que eles não deixariam tanta coisa assim sem proteção. Para os egípcios a esfinge servia como protetora das pirâmides e dos templos. 


 A figura do leão era tida como um guardião dos lugares sagrados e do subterrâneo de leste a oeste, assumindo as características de um protetor unido ao corpo do Deus Sol “Atum”, simbolizado através das seguintes inscrições em sua boca: “ Eu protejo a capela do teu túmulo. Eu guardo tua câmara mortuária. Eu mantenho afastado os intrusos. Eu jogo os inimigos no chão e suas armas com eles. Eu expulso o perverso da capela do sepulcro. Eu destruo os teus adversários em seus esconderijos, bloqueando-os para que não possam mais sair”.








Preço da entrada de Gizé: 100 libras EGP 

*Estudante tem desconto, ou seja, lembrem-se da carteirinha.

  • Existe um provérbio árabe que faz referência às Pirâmides:

"[O] Homem teme [o] Tempo, [e] ainda [o] tempo teme as Pirâmides.”






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